O futebol no Brasil é reconhecido não apenas pelo talento e paixão dos jogadores, mas também pela camaradagem e leveza que permeiam o ambiente esportivo. Uma das tradições mais marcantes é o uso de apelidos entre os atletas, que além de refletirem características pessoais ou físicas, contribuem para uma atmosfera descontraída nos clubes. Recentemente, o atacante Deyverson, atualmente no Atlético, compartilhou alguns dos apelidos utilizados por seus colegas de time.
Em uma entrevista à ESPN, Deyverson, conhecido por seu carisma, destacou a tradição dos apelidos no clube, permeada pelo humor e respeito mútuo. Essa prática não só fortalece os laços dentro do grupo, mas também proporciona um ambiente mais ameno mesmo diante das pressões do esporte profissional.
No elenco do Atlético, diversos jogadores receberam apelidos que ressaltam suas características ou momentos engraçados. Mariano é apelidado de Homem Pedra ou Coisa, em referência a um personagem da Marvel, enquanto Gustavo Scarpa atende por Seu Madruguinha, em homenagem ao famoso personagem do seriado Chaves. Allan Kardec é carinhosamente chamado de Duende Verde, outro personagem icônico da Marvel.
Igor Gomes é conhecido como Linguinha, e Hulk recebe o apelido afetuoso de Bunda de Tanajura. Além deles, outros jogadores como Paulinho, apelidado de Boca de Capivara, e Otávio, mencionado como Sobral em referência a um jogador do Cuiabá. Por fim, Guilherme Arana é chamado entre os colegas de Pegue o Pombo, em uma brincadeira interna divertida.
Os apelidos desempenham diversos papéis no universo do futebol, indo desde a solidificação dos vínculos entre os jogadores até a criação de um ambiente de trabalho mais descontraído. Eles funcionam como forma de reconhecimento e identificação entre os atletas, podendo inclusive tornar-se mais populares que os próprios nomes dos jogadores. Em um contexto onde a alegria e a leveza são características marcantes, essa prática ganha ainda mais relevância.
Embora os apelidos transmitam uma atmosfera de descontração, seu sucesso está intrinsecamente ligado à aceitação e ao bom humor dos jogadores que os recebem. Deyverson ressalta a importância de manter a “resenha”, termo utilizado no futebol para descrever conversas e brincadeiras amigáveis, sempre respeitosa. Ele mesmo, alvo frequente de piadas por parte de Arana, destaca a diversão mútua presente nas interações.
Os apelidos constituem um elemento essencial da cultura esportiva, humanizando os jogadores aos olhos dos fãs e garantindo que o esporte seja envolvente tanto dentro quanto fora de campo. No contexto do futebol brasileiro, essa prática representa uma fusão única entre competitividade e diversão, conquistando admiradores ao redor do globo. Quanto mais a “resenha” se estabelece, mais sólidos se tornam os laços internos da equipe, enfatizando a relevância desse aspecto cultural tão característico.